Há 35 anos, o Projeto Esperança era lançado em Santa Maria. A iniciativa foi apresentada ao público, pela primeira vez, em 15 de agosto de 1987, em uma celebração no Santuário Basílica da Medianeira. Dois anos depois, o projeto virava Esperança/Cooesperança, parte jurídica legal via Cooperativa Mista dos Pequenos Produtores Rurais e Urbanos que foi criada para possibilitar a comercialização de produtos coloniais.
Idealizado por Dom Ivo Lorscheiter, que faleceu em 2007, o projeto faz parte da Arquidiocese de Santa Maria e há mais de três décadas incentiva a agricultura familiar da Região Central do Estado, a economia solidária e a geração de trabalho e renda. Hoje, o projeto é coordenado por José Carlos Peranconi, o Zeca.
Neste ano, o aniversário foi comemorado em uma plenária junto dos integrantes da organização, o prefeito Jorge Pozzobom, o presidente da Assembleia Legislativa do RS, Valdeci Oliveira, e o presidente da Câmara de Vereadores de Santa Maria, Valdir Oliveira.
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Segundo Zeca Peranconi, a celebração dos 35 anos marca, ainda, uma nova fase do Projeto Esperança/Cooesperança, já que, até 2021, a organização da iniciativa era de responsabilidade da Irmã Lourdes Dill. Transferida para Barra do Corda, no Maranhão, em maio deste ano, a religiosa deixou um legado que deve ser seguido.
– Estamos numa fase de reorganização porque a gente sabe tudo que a Irmã Lourdes fazia na organização do projeto. Hoje, temos uma administração diferente no sentido de que vamos dar continuidade aos trabalhos que já eram feitos e tentar melhorar ainda mais. Nada de retrocessos. O objetivo é seguir com os ideais do trabalho coletivo – enfatiza o coordenador.
Capital da Economia Solidária
O Feirão Colonial, que ocorre semanalmente, e a Feira Internacional do Cooperativismo (Feicoop), realizada anualmente, são as iniciativas mais populares do Projeto Esperança/Cooperação. Na 28º Feicoop, ocorrida em julho deste ano, em três dias de evento cerca de 140 mil pessoas circularam pelo Centro de Referência em Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter e conferiram o trabalho de 500 expositores.
No entanto, o projeto que completa 35 anos atua em outros segmentos, como o Banco da Esperança, e tem participação no Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), na Cáritas e em cozinhas comunitárias.
De acordo com o coordenador José Carlos Peranconi, a organização preza pelo trabalho coletivo e social em Santa Maria.
– Além do Feirão Colonial, também ocorrem feiras mensais como as das praças Saldanha Marinho e Saturnino de Brito, que são uma forma de continuar o incentivo à agricultura familiar. Mas, como um grande grupo, buscamos atuar em diversas áreas sociais que tenham foco, principalmente, na luta contra a fome e a miséria. Por isso a cidade é reconhecida como a capital da Economia Solidária – explica.
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Leandra Cruber, [email protected]